Dra. Regiane Souza Neves

A escola como comunidade

12 AGO 2017
12 de Agosto de 2017
Para usar como referência:
SOUZA NEVES, Regiane. Gestão da Sala de Aula - Discutindo valores: ética, moral e cidadania. Souza & Neves Edições. 2ª edição. São Paulo, 2017

Partindo do principio de que a escola é uma comunidade, as pessoas formam uma comunidade por uma necessidade em comum. Os elementos que estabelecem o vinculo, são a educação e a cultura. O que move a comunidade são as ideias de felicidade, segurança e liberdade. 

A comunidade é uma célula da sociedade. A comunidade por meio de laços cria uma identidade. 

Há comunidades com espaços privilegiados de aprendizagem humana: Família é o grupo de referencia onde as pessoas se sentem amadas (espaço vital mais importante que os demais); Igreja: as pessoas aprendem sobre a ideia de Deus, gerando valores; Escola, partido político, sindicato, centro de vivência: grupos formados por ideais em comum.

Para o processo de aprendizagem e participação na comunidade, a segurança é fundamental e principalmente quando ela acha comprometida a ideia de pertença. 

A alegria de pertencer a este espaço estimula o processo de participação, aprendizagem e conhecimento.

Quem faz parte da comunidade escolar são os alunos e suas famílias, os professores e demais servidores, tudo o que circula a escola, os comércios locais, vizinhos, fornecedores etc.

Segundo Paulo Freire, o problema da Educação esta inserido dentro dos mecanismos sociais. Não é a educação que forma a sociedade, mas a sociedade que estrutura a Educação em função dos interesses de quem tem o poder, encontra na educação um fator fundamental para a preservação desse poder.

A relação entre a escola e a família é sobretudo nos dias de hoje, uma das mais palpitantes questões discutidas por pesquisadores e ou gestores dos sistemas e unidades de ensino em quase todo o mundo. Este fato é evidenciado, por um lado, pelo expressivo número de pesquisas e publicações especializadas sobre o assunto, e, por outro, pela preocupação manifestada nos mais diversos fóruns de reuniões escolares a fóruns nacionais e internacionais pelos profissionais responsáveis por gerir simples unidades escolares ou complexos sistemas nacionais de ensino.

Segundo Montandon e Perrenoud (1987: 7), “de uma maneira ou de outra, onipresente ou discreta, agradável ou ameaçadora, a escola faz parte da vida cotidiana de cada família”. A Relação escola-comunidade tem trazido muitas discussões entre os intelectuais da época, pois é um fato que tem que ser discutido com muita precisão, sendo imprescindível para toda a clientela escolar.

Todavia, é fundamental a participação da família e toda comunidade que circula a escola, pois ela restaura muitos pontos que muitas vezes, os educadores não conseguem fazer sozinhos. Entretanto, as condições de vida precária  que  é imposta à maioria da população faz com que tenhamos um problema para atingir este objetivo.

A ação da família é, no entanto, uma ação complementar à da Escola e a ela subordinada, porque se desconfia da competência da família para bem educar; na verdade, no mais das vezes, afirma-se que a família não consegue mais educar os seus filhos. A esse respeito, o grande problema, detectado nas páginas das revistas e dos jornais, é que os pais não se interessam em particular, pela escola, pois dela estão afastadas.

Para termos uma sociedade educada, é preciso em primeiro lugar, educar os pais, para que esse entendimento já venha registrado desde casa, porque não é possível educar os filhos se os pais não forem educados. (Didática Geral, p. 17).

Educação não se confunde com escolarização, pois a escola não é o único lugar onde a educação acontece. A educação também se dá onde não há escolas. Em todo lugar, existem redes e estruturas sociais de transferência de saber de uma geração para outra. Mesmo nos lugares onde não há sequer a sombra de algum modelo de ensino formal e centralizado, existe educação.

A família, por exemplo, é o primeiro elemento social que influi na educação. Sem a família, a criança não têm condições de subsistir. Tal necessidade não é apenas de sobrevivência física, mas também psicológica, intelectual, moral e espiritual. A família, no entanto, encontra uma série de problemas, na sua missão de educar. A falta de preparo de muitos pais para exercer integralmente essa função, é o principal problema.

 

Dra. Regiane Souza Neves - é doutora, mestra e especialista em Psicanálise e Saúde Mental. Pós-graduada e graduada nas áreas de Educação, Direito Educacional, Neuroaprendizagem e Psicopedagogia. Também, é especialista em Ciências Políticas e Gestão Pública.
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